domingo, 9 de junho de 2013

Malta - Passeio na Ilha de Gozo em 08 de Jun/2013

Sábado reservado ao passeio para ilha de Gozo. Comprei o tour com a escola pois é um pouco trabalhoso fazer esse passeio independente. Daqui onde moro, Paceville, até o Ferry que leva a ilha de Gozo são quase 30 km e Gozo fica a 6 km separada da ilha de Malta. Vale comentar que Malta, o país, é um arquipélago, apenas  3 ilhas habitadas: Malta(onde estou), Gozo, Comino (visitarei Comino no próximo fim de semana) .  Cedinho saímos e nos 28 km que seguem até o Ferry, passamos por várias baías, todas com lindíssimas (e custíssimas) praias. Há muitos resorts nessa região de Malta, aliás acho que estou falando besteira, há vários resorts por toda Malta. A diferença entre a parte norte da ilha de Malta pra parte central é que o centro de Malta é mais habitado. Já na parte Norte, há maior concentração em torno da baía e nada mais ao redor. Pelo menos esse foi como eu percebi. Por ser menos povoado, percebe-se bem a aridez da região. Aqui na área central, que é mais habitado, você acaba não lembrando muito disso.

O ferry da travessia da ilha de Malta pra ilha de Gozo leva carros num compartimento especial para carros, em andares inferiores e as pessoas “soltas” ficam distribuídas em 2 andares (eu acho).  O ferry é um navio bem grande e cabem muitas pessoas. Tem até lanchonete. A travessia dura uns 20 minutos. As estações de partida e chegada tem estrutura de um...como vou explicar... parece um aeroporto.
No Ferry indo pra Gozo

Encontramos o outro ferry no meio do "caminho"

Da estação do Gozo partimos para Azure Window, ou “Janela Azul”. No caminho paisagens impressionantes. Você volta centenas de anos no tempo. Vou precisar de muitas fotos pois só com palavras vai ser difícil descrever tal cenário.






E quando chagamos na Azure Window, você esquece o tempo, não quer saber em que época você vive, você volta seu pensamento para o que você é perto da magnitude do universo.



Você contempla a janela azul de longe e depois de perto...



Para chegar bem pertinho da Azure Window, através de uma pequena lagoa, tomamos um barquinho e através de uma "caverna" atravessamos o paredão de pedra para acessar o oceano e contemplar toda beleza daquele lugar. Entremos em outras cavernas também. Sem palavras para esse lugar.

Lagoa e a caverna para atravessar o paredão gigante de pedra

Um barquinho indo....

Nosso barquinho na entrada da caverna esperando o outro terminar a travessia.
Pelo menos há uma luz no final do túnel!!!

Navegando pelo oceano

De dentro de uma caverna

Gozo tem 67 km2 de extensão, precisei colar essa informação do Google por observei que para ir de leste a sul passamos duas vezes por Victoria (capital de Gozo) e a viagem foi relativamente rápida. Detalhe: Victoria está bem no centro de Gozo. Concluo que facilmente se consegue visitar toda a ilha. Acho que não preciso mais comentar sobre a secularidade de toda Malta, na parada em Victoria um passeio a pé pelas ruas e igrejas da capital.

Pelas ruelas de Victoria, um labirinto
Eu e Corrado, meu amigo italiano que come polenta também

 

Igreja de St. Georgio por fora e por dentro




Ao sul, visitamos Xlendi Bay, uma baía de água transparente. Não à toa tinha muitos mergulhadores nessa praia. Tava bem movimentada pois há vários restaurantes na pequena orla. A baía está entre duas montanhas que de um lado apartamentos e noutro, quase intocado pela mão do Homem, antigas escadarias que pudemos subir para  margear a baia até uma chegar numa pequena caverna onde mais mergulhadores estavam próximos. A transparência da água nesse local é impressionante.






Há muito mais para ver em Gozo, tantas outras praias, tantas outras ruelas. Vou pesquisar sobre as linhas de ônibus no local para poder voltar, com certeza!

Malta - Passeio de Bus em Malta em 07 de Jun/2103

Como sexta foi feriado em Malta, eu e meu amigo brasileiro resolvemos fazer um passeio com o “MaltaSightseeing”  para visitar os melhores pontos de Malta como também fazer a identificação da região e assim posteriormente poder fazer passeios com o ônibus local. Por ser feriado os horários do ônibus de turismo (MaltaSightseeing) estavam alterados então optamos por tomar um ônibus de linha” e seguir até La Valetta. Sem querer foi a melhor decisão tomada. Há estações de ônibus por toda parte, todas com identificação do destino e horário, que funciona! Você compra um ticket por 2,60 euros que vale para o dia inteiro. Tomamos alguns ônibus cheios mas é bem confortável mesmo assim. Em geral, as estações são próximas uma das outras, então pode-se parar , seguir andando e tomar o ônibus novamente adiante. Seguimos de St. Julian destino La Valetta.



Trecho Percorrido

Gostaria de escrever exclusivamente sobre La Valetta mas o passeio inclui várias paradas, que valem a pena ser comentadas e como também voltarei lá em breve, vou dedicar um post para La Valetta depois da próxima ida até lá.

Voltando ao ônibus então, a primeira parada foi em Sliema no calçadão que fica em frente  mar do Mediterrâneo. Vale lembrar que o Sliema, e o seu calçadão, começa na St.Julian’s Bay de frente para o mar aberto. Ali caminhamos por um bom tempo e atravessamos para o outro lado de Sliema que tem outro calçadão numa enseada (Sliema Creek).  Deste ponto, muito próximo se avista La Valetta. Capital de Malta com história e construções desde 1500. Mesmo à distância La Valetta é imponente e impressionante.

Calçadão Sliema Mar Mediterrâneo

Calcadão com vista para Enseada Sliema

Calcadão Sliema com vista para La Valetta

Seguimos caminhando um pouco no calçadão da enseada de Sliema, tomamos novamente o ônibus e paramos  no final da enseada onde paramos para tomar uma água numa praça. Ali muitos barcos de passeio estavam “estacionados”.






Depois de um breve descanso tomamos novamente o ônibus. Não muito distante, já em Floriana avistamos um forte e resolvemos descer. Não havia como entrar no fort mas ao lado estava o “Argotti Garden”, um lindo parque onde mais tarde iria acontecer o GĦANAFEST 2012 Malta Mediterranean Folk Music Festival, trata-se de um festival de música popular maltesa. Ocorre todo ano nessa mesma época. Parecia ser bem interessante, o parque estava bem iluminado, de frente para o palco cadeira para assistir os shows. Eu realmente gostaria de ir mas o festival começaria às 18:00 e provavelmente iria até mais tarde quando já estaria escuro. Não nos sentimos muito seguros. Circulamos um pouco no parque e enfim seguimos de ônibus destino La Valetta.

Entrada de Floriana

Angotti Garden

Espaço para o festival

Vista de cima do parque

La Valetta estava a dois pontos do parque onde estávamos: Muito perto! Poderíamos ter ido andando mas os “turistas” perdidos... Depois de ambientados a dica para ir à La Valetta é pegar qualquer ônibus com esse destino e descer no último ponto, inclusive ali todo mundo tem que realmente descer. Então não tem erro, entra no ônibus e espera alguém mandar tu sair do bus. Também  não tem erro saber para onde ir quando você desce do ônibus, basta seguir o “fluxo” para a entrada da cidade. Imagino que deva ter outros acesso (óbvio)  mas esse é que estava “na cara”. Essa entrada está em obras então você segue nesse corredor entre madeira de compensado e quando sai já é surpreendido com a “avenida de edifícios” antigos, ou melhor,  BEM ANTIGOS! La Valetta começou a ser construída no século XV. 



Não vou falar muito sobre a historia ou sobre os detalhes de La Valetta porque essa cidade merece ser melhor desbravada e então comentarei em breve sobre. De forma resumida, caminhamos pelas ruas de La Valetta por bastante tempo. Sem mapa, conseguimos nos perder.  As ruas parecem todas iguais e quando você olha no final de qualquer rua avisa o azul do mar (a cidade é “uma ponta”). Se você não prestar atenção na direção que está é muito fácil se confundir.





Depois de muita caminhada e sobe/desce de ladeira voltamos para Paceville extasiados com tanta beleza e por estar num lugar com tanta história a cada passo dado. Com uma foto do Grand Haurbour encerro os comentários da primeira aventura de ônibus em Malta.




sexta-feira, 7 de junho de 2013

Malta - Caminhando em Paceville, St.Julian, Sliema em 05 de Junho/2013

Enquanto alguns alunos da escola vão à praia ou no clube da escola saí sozinha sem destino (mas com mapa) para buscar novos visuais. Meu amigo brasileiro havia comentado sobre uma baía muito próxima de Paceville, explicando +ou- o caminho. Com meu mapa na mão saí desbravando a região. Como tenho ótimo senso de direção busquei uma nova alternativa para chegar ao destino esperado. Lógico que me perdi! Subi uma ladeira enorme, que valeu pelo visual, rua pra cá rua pra lá e caí uma mega avenida muito movimentada. Andei um pouco mais e definitivamente EU ESTAVA PERDIDA!. Mesmo com o mapa em mãos, eu não sabia mais voltar pelo mesmo caminho que tinha me levado até ali muito menos voltar pra casa, pra escola. De que adianta mapa se as ruas não tem a identificação com o nome??? Parênteses: Ainda não entendi qual o conceito de cidade aqui em Malta, onde termina uma cidade e começa outra. Será que tem prefeito a cada 5 ou 6 kilometros? Vou questionar meu professor maltês e dedicar um post ao assunto. Merece!  Voltando ao tema “estudante perdida em St.Julian” resolvi tentar fazer o caminho de volta seguindo meu senso de direção. Desta vez deu certo e consegui retornar ao um ponto pertíssimo de casa, numa região já conhecida. Brasileiro não desiste nunca, muito menos eu! 

Ladeira Abaixo


Ladeira Acima

Acho que também estou perdido....



Voltei pra “caça à baía”.  Caminho uns 400 metros e já avisto a tão procurada. Chamada e “mapeada” de Spinola Bay, dentro da grande baía de St. Julian (St.Julian’s Bay). Simples assim!!!! A menos de 1 kilometro da minha humilde residência!  Ps.: A baía avistada da minha janela a poucos metros da minha casa é a St. George´s Bay.


O primeiro visual que se tem da St. Julian’s Bay é de encher os olhos: na parte mais alta, à esquerda, estão vários restaurantes (em sua maioria italiano), com jardineiras bem floridas e coloridas. Na água (azul como só aqui é) os barcos coloridos. Ao entorno as construções antigas e “bege” dão ao visual um encantamento único e próprio. Ao lado direito um calçadão que contorna toda a baía.



Caminhe calmante, pare, sente, contemple, curta! Exatamente assim segui pelo calçadão da St.Julian’s Bay até Sliema . Antes de seguir, uma parada na igreja Our Lady of Mount Carmel para agradecer a vida. Me desculpem a minha falta de conhecimento religioso mas não sei se trata de alguma santa conhecida, só li o nome da igreja em inglês : (



Vindo de St. Julian você é recepcionado em Sliema por uma praça florida e a Balluta Bay com “pano de fundo”. Encantador!!! Balluta Bay também pertence a grande St. Julian’s Bay. Esta parte da cidade de Sliema está bem acima do nível do mar e se pode optar por caminhar no calçadão que está na parte de cima ou num estreito calçadão que fica próximo ao mar (nível do mar).  Nem preciso dizer qual foi a minha opção... Mediterrâneo mais perto de mim possível!!! 



Além de não tirar os olhos daquele mar azul fui observando com curiosidade os banhistas e como eles entram no mar para banhar-se. Não há areia, há somente rochas então os branquelos e branquelas ficam deitados na rocha quente sobre suas toalhas de praia. Cravadas nas rochas escadas (como as de piscina) para que os seres mais corajosos possam entrar para tomar banho de mar. Digo “corajosos” porque “provei” a temperatura da água e estava bem gelada, pelo menos para o nosso padrão brasileiro. 




Sliema não tem aquele visual contrastante e charmoso do bege (das antigas construções) com o azul intenso do mar. Nesta parte da cidade possui construções mais modernas mas nada que chegue a ser espetaculosamente moderno. A orla é composta de edifícios residências, como belas sacadas (eu queria!!!!) e comércios. Em Sliema está o The Point Shopping Mall, o maior shopping de Malta segundo informações. Não fui! Caminhei em Sliema até que terminou e calçadão da parte de baixo. Ainda havia mais para caminhar mas eu estava cansada e já era tarde (saí pra caminhar somente às 16:00, depois da aula).

Não sei precisar qual a distância entre Paceville e Sliema  mas voltei “caminhando em velocidade rápida” e gastei 35 minutos para retornar.
Ps.: pesquisando posteriormente no Google Maps são 2,6 km apenas



Neste dia, saí apenas em busca de um novo visual e me deparei com uma paisagem única, uma beleza que une natureza, história, simpatia e energia. Foi apenas meu primeiro passeio mas já sei que Malta é assim: puro encantamento.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Malta - Sobre EC Malta...primeiros dias de aula. Paceville em 03 de Jun/2013

Os novos alunos são recepcionados às 08:30 na segunda-feira. Do meu apartamento até a escola são 3 minutos, chequei no dia anterior! No primeiro dia de aula descobri que a escola, e também o meu apartamento está na cidade de Paceville. St. Julians, Sliema e Paceville são “coladas”. 15 a 20 minutos de caminhada você já está outra cidade. Para quem quer ficar bem perto da escola, deve escolher alguma acomodação em Paceville. Há muitas por aqui.

Voltando ao primeiro dia na escola, todos os novos alunos (que são muitos! Acredito que mais de 60 pessoas) são recepcionados num salão e ali, depois de algumas instruções, inicia o teste de nivelamento. Apesar de estar sentado ao lado de outra pessoa, é muito importante responder única e exclusivamente o que é do seu próprio conhecimento. Com essa avaliação a escola pode direcionar o aluno ao seu respectivo nível. São 3 provas: writing, reading e listening. No meu caso em específico, achei bem difícil a avaliação. Fui descobrir depois que todos acharam o teste bem difícil. Depois do teste e enquanto a equipe da escola corrige e aloca os alunos em turmas, são passadas diversas informações. Quer dizer, muuuuitas informações! É um bombardeio de regras, nomes de responsáveis (por assunto), horários, programas extra escola, como passeios, cinema, academia... preços... enfim... uma loucura e somos liberados. Ao retornar, a escola já vai indicando os novos alunos para as turmas. Meu nível foi classificado como Intermediate2. Um ótimo nível! Não me recordo exatamente quanto são os níveis mas intermediate2 está acima da metade da escala. Fiquei feliz e preocupada: seria isso mesmo?

Quem contrata 20 lições por semana, que era meu caso, representa 3 horas de aula por dia somente no período da manhã divididos em duas aulas de 1 hora e meia cada e intervalo de 30 minutos entre as aulas. Quem contrata 30 lições por semana, além dessa aulas tem mais 1 hora e meia no período da tarde. As aulas a tarde terminam às 14:30. Bem tranqüilo então passei de 20 para 30 lições por semana. Fechei essa diferente diretamente com a escola, aqui no primeiro dia de aula.

Então, identificados os níveis de cada aluno, são formados grupos de 4 a 5 pessoas e esse grupos são inseridos em grupos pré-existentes. Ou seja, semanalmente entram e saem pessoas das turmas. Inicialmente fiquei decepcionada com a quantidade de alunos numa turma. Não me recordo se havia alguma referencia a quantidade de alunos por turma mas eu acredito que foi comentado que as turmas tem entre 4 a 6 alunos. Em média tem umas 10 pessoas na minha turma. Também fiquei revoltada com a quantidade de brasileiros na minha turma, somos 6 brasileiros. Solicitei mudança de grupo mas depois de 3 dias de aula percebi que nem a quantidade de pessoas tão pouco a “expressividade” brasileira na turma estão sendo um problema. As aulas são bem dinâmicas, todos conseguem participar e nenhuma palavra em português foi dita em nossa turma até então. Estou muito satisfeita com minha turma por sinal! Porém, nem tudo não é unanimidade. Em conversa com meus amigos que estão em outras turmas, há casos e casos. Um amigo, por exemplo, é o único brasileiro de uma turma porém a grande maioria de sua turma são franceses e como são jovens e “nem aí” para “hora do Brasil” , ou no caso deles “hora da França”, os alunos ficam conversando, entre eles, em Francês. Creio que agrupam as alunos de mesma faixa de idade no mesmo grupo. Isso é bem interessante, pois há muito debate nas aulas. Aprovei!!!!

Também, em conversa com colegas, há diferença no nível dos professores. Não posso afirmar com precisão pois tive muita sorte, meus professores são ótimos.  Essa semana, em virtude do feriado sexta, estamos fazendo 6 horas de aula por dia (2 horas por aula) o tempo passa muito rápido pelo dinamismo que são as aulas. Não parece que estamos estudando, mesmo quando tem gramática.

No quesito pessoal, é um experiência única! Você está a todo instante tenho contato, conhecendo e até se tornando amigo de pessoas de toda parte do mundo, do Brasil inclusive! Você não para de fazer amigos! Cada intervalo, surge um novo integrante na sua rede de contato. É incrível!!!!!

A escola promove, no primeiro dia de aula (todas as segundas) um jantar de Welcome, onde todos os novos são convidados. Se no seu primeiro dia na escola você ainda não fez novos amigos, em sua turma ou nos intervalos, com certeza nesse jantar você vai ter contato com muitas novas pessoas. Depois do jantar, todo mundo é “convocado” pra dar uma “passadinha na balada”.

Ah! Esqueci de comentar que também no primeiro dia a escola oferece um tour (a pé) pelos arredores da escola para mostrar onde está a farmácia, o supermercado, o clube(que os alunos podem usufruir), enfim... bem interessante!

Na segunda noite a escola oferece um drink também de Welcome no dos bares dos arredores. É muito legal, quase todos alunos também participam, inclusive não apenas os novos. Mais uma excelente oportunidade de fazer novos amigos.

Amigos brasileiros, fique distante? Eu vim com essa intenção mas aqui  mudei meu ponto de vista! A não ser que você queira ter um grupo restrito de amigos, você pode ter um ou dois estrangeiros “perdidos” como melhores amigos e então irá conseguir falar inglês a todo minuto, que é a intenção para estar longe dos “nossos”. Eu percebi, pelo menos aqui em Malta, por ter grandes grupos de brasileiros, de russos, de libaneses, de franceses, e também  pela faixa etária (a grande maioria é bem jovem) são formados grandes grupos entre os seus “conterrâneos”. Isso inibe que você entre nesses grupos. Então, exceto dos eventos promovidos pela escola, em sala, nos intervalos, você vai acabar se juntando com brasileiros. Não sei dizer se isso acontece em todo tipo de intercambio mas aqui em Malta é bem comum. No meu caso, em particular, já tenho meus amigos brasileiros (2 parceirões) que “fecharam” comigo mas, até pelo estilo que os 3 tem, estamos sempre em contato com toda galera, de nacionalidades diversas.

Pretendo montar novo post sobre a escola, intercambio, amigos, no final dessa experiência, até para poder falar com mais propriedade. 

Estou apenas 3 dias na escola mas posso afirmar, quem um dia sonhou (e deixou o sonho de lado) ou sonha fazer um intercambio no exterior: Faça acontecer!!!!

* Peço desculpas se o texto não está muito bem redigido ou então confuso. Quis postar 2 temas hoje e posso ter "me atrapalhado nas idéias".

* Ainda tem muita coisa de Malta para escrever. Falta-me tempo!!!!

Malta - A primeira impressão....St. Julians(Malta) em 02 de junho/2013

Acho interessante registrar a primeira impressão de quando “se coloca os pés” num local novo. Passados alguns dias, tudo pode mudar. Inclusive, o “olhar” paras as fotos tiradas nos primeiros dias se transforma, fica diferente, o sentimento desaparece totalmente. Para poder dividir com meus amigos e para poder recordar com precisão como vi Malta pela primeira vez é que escrevo um post especialmente para esse momento.

Voar pelo Mediterrâneo já é algo de deixar o queixo caído, olhar Malta do avião então, é indescritível. Conforme o avião se aproximava era possível ver os detalhes das construções. Me causou bastante espanto quando vi que tudo era bege. Totalmente muçulmano, parecia a Síria, Líbia... não que eu já tenha visitado esses países mas eu acredito que assim são.



Em terra, depois de ser recepcionada pela equipe da EC Malta, algo mais me chamou atenção: Malta utiliza mão inglesa. Eu lembraria se tivesse lido a esse respeito e “ignorantemente” desconhecia esta particularidade da ilha. É meio assustador ver o motorista sentado no lugar do passageiro e é esse cara que está conduzindo o veículo que você está. Mais assustador é pensar, a todo instante, que estamos na pista contrária, virá outro carro e iremos bater bem de frente. Não me senti confortável até sair de dentro do carro.



Depois de distribuir cada aluno em sua acomodação, chegou a minha vez. Eu e a única francesa da Van ficamos no Aurora Apartments. O prédio está localizado em uma estreita rua calçada e em toda sua extensão: bares. Bares! Não restaurantes! Passava um pouco das 13:00 horas e a rua já estava toda “montada” , como se estivesse esperando muito movimento.



No folder da acomodação, recebida no Brasil, estava descrito que seríamos recepcionados pelo gerente responsável pela acomodação, que nos daria toda explicação sobre utilização e regras do local. Recebido no aeroporto, eu só tinha um envelope com um cartão e uma chave. O motorista da van nos “largou” na frente do prédio e bye! Assim que entrei no edifício olhei pra fora e ele já tinha sumido. Na minha imaginação, criada através de fotos, e até pelo que havia contratado, seria uma espécie de apartamentos para estudantes com cozinha compartilhada e quartos individuais. Fiquei surpresa pois não haviam os estudantes por nenhuma parte. Era um prédio comum, numa rua qualquer e só. Meu apartamento é uma kitinete. Não chega a ser desconfortável mas tem uma aparência meio desleixada. Lâmpadas queimadas, cortina “desgranhada”, cozinha minimamente equipada: alguns pratos, copos e talheres mas somente 1 panela grandona, detergente ou esponja nem pensar. Sem contar que não havia 1 única folhinha de papel higiênico. Totalmente diferente do que eu imaginava. Entendo que é um apartamento mas eu vim a Malta com a certeza que aqui estaria sob os cuidados da escola. Estava eu num apartamento sozinha, totalmente sem qualquer tipo de recepção e tendo que sair pelas ruas para, pelo menos papel higiênico comprar. Eu estava um pouco decepcionada mas o “extra” era que eu não precisaria dividir cozinha muito menos banheiro. Achei isso o máximo e o “extra plus” seria ao abrir a janela e observar a vista: eu poderia olhar pro Mediterrâneo a hora que eu quisesse. A imagem fala por si só.



Mesmo cansada, larguei tudo e fui observar “de perto” a baia que eu tinha visto da janela e tentar achar um supermercado aberto. O rápido passeio foi tenso, eu estava com certo receio de me perder. Costumo ter ótimo senso de direção mas achei a região meio fácil pra se perder, ruelas, escadarias, curvinha, tudo meio amontoado. Enfim, não me perdi, pude observar a linda baia, comer, comprar alguns itens de sobrevivência. Me preocupei com a temperatura, vim preparada para verão, sol, calor... a temperatura era a que eu estava acompanhando pela internet mas o vento gelado já me fez concluir “algumas roupas deixadas no Brasil iriam me fazer falta!!!” Cansada e feliz voltei rápido para “casa", cai na cama e no mesmo instante dormi desmaiada antes das 4 da tarde. Acordei com muito barulho ( eu havia deixado a janela aberta) , corri para a janela e isso: minha rua estava invadida, muiiiita galera!!!! Pode não ser o melhor lugar pra muita gente mas eu.... “tô em casa”.



Fechei a janela, o som dentro do apartamento não incomodou, zapeie na TV e Boa noite. Amanhã é dia de estudar!!!!!

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Viagem....Destino: Malta em 01 de Junho/2013

Partindo de Joinville foram 24 horas de “estrada” até chegar ao destino final. Saí de Joinville num frio de 9 graus às 6 da manhã destino à Curitiba. O voo até São Paulo que estava programado para da 09:00 só conseguiu decolar 11:00. A serração em São José dos Pinhais era tanta que não era possível enxergar a pista. Com duas horas de atrasado e toda paciência do mundo, o voo até São Paulo foi bom e no horário pro check-in na Alitalia destino à Roma. Nesse momento minha única preocupação era minha mala, pra quem já teve uma mala esquecida em Guarulhos é impossível deixar de pensar neste “pequeno” detalhe. Como minha mochila já estava cheia eu não havia colocado nenhuma peça de roupa para uma emergência para o caso a mala chegasse depois de mim. Antecipando do capitulo “mala”, deu tudo certo: a mala chegou em Malta junto comigo :)

Voltando ao tema “a viagem” o embarque e partida foi no horário previsto. Às 15:00 decolamos de Guarulhos. Na fila pro embarque uma garota brasileira comentou que havia lido em blogs que há assentos nas aeronaves da Alitalia que são um tanto desconfortáveis pois existem caixas de metal (sei lá porquê ou do quê) que impedem o passageiro de esticar as pernas totalmente para debaixo do assentos da frente. E porque eu não seria “a premiada”???? Lá estava eu um voo de 12 horas sem poder esticar as pernas de maneira! Uma benção! De qualquer maneira, consegui tirar uns 3 cochilos de 1 hora cada um. Do meu lado, duas brasileiras pra conversar, uma delas estava indo para Jerusalém com a “galera” da igreja. Pasmém! Um turminha de mais de 40 pessoas. Super religiosa, disse que iria rezar por mim. A outra, a intelectual, estava indo pra Toscana num congresso. Falamos, as três, sobre tudo! Em 12 horas, menos as horas de soneca, pudemos nos tornar íntimas e saber tudo sobre a vida uma da outra. Tiramos até foto para registrar numa amizade de 12 horas.


Cheguei em Roma às 07 da manhã horário local, com um fuso de 5 horas, no Brasil ainda era 2 da madruga. Em Roma perambulei pelo aeroporto por quase 4 horas, me sentindo em casa. Nunca pensei que ouvir italiano a todo instante me soasse tão bem aos ouvidos. Fiquei espantada que os italianos nem gritavam, pelo menos não em sua maioria. Mas mãos também falavam! Peculiaridades de quem é italiano. Eco!!! Ah! Segundo dicionário "prego" quer dizer "por favor (oferecendo)" mas, sem trocadilhos,  nunca vi tanto prego na vida! "emprega-se prego" pra toda situação. Não entendi nada mas... prego!!!

O voo Roma-Malta teve alguns contratempos de horário e portão de embargue mas nada que tirasse minha tranqüilidade. A essa altura o cansaço era notável mas ainda assim feliz e sorridente afinal só faltava uma hora e um pouquinho para eu chegar em MALTA!!!!! E assim foi. Parti de Roma 11:00 e caquerada. Voando por todo mediterrâneo passamos sobre visuais lindíssimos! 

Antes de pousar em Malta, do avião se tem uma linda vista de boa parte da ilha e conforme íamos chegando mais perto mais linda a vista se tornava. O mar azul sem igual é de deixar o queixo caído.

Enfim em solo Maltês algo que me chamou muito a atenção, ao retirar as malas da esteiras: bastava sair normalmente do pequeno aeroporto. NO imigração, NO raio-X. NObody!!! Queria tanto um carimbinho de Malta...meu amigo Afonso, que coleciona carimbos dos países sul americanos, iria morrrrrrrrerrrrr de inveja :)

Cabe comentar que desde o Brasil identifiquei 1 menino, também cliente da agencia mundoafora e em Roma mais uma galera de brasileiros vindo fazer intercâmbio em Malta. Conforme orientações, mantive total distância! Quero falar somente inglês por 3 semanas!!!

Os responsáveis pelo translado aeroporto-hospedagem estavam no aerporto estavam esperando os novos alunos da EC School conforme estava previsto. Na Van não foi possível ignorar o papo com os brasileiros, de 6 lugares no carro, 5 eram brasucas. Coitada da unica francesa na Van. Teve que aguentar a empolgação dos 5. 

Primeira impressão sobre Malta, hospedagem, amigos, escola fica pro Próximo Post depois de fechar o terceiro dia em solo maltês. Em 3 dias já haverá muita coisa pra comentar. Amanhã o post fresquinho para os amigos que estão acompanhando....